Boletim Eletrônico - Salvador, 09/07/2004- Ano II - nº48

CDU debate marco regulatório do saneamento

O Brasil poderá contar ainda este ano com uma Política Nacional de Saneamento Ambiental. A proposição desta política foi apresentada no seminário "Diretrizes para os Serviços Públicos de Saneamento e a Política Nacional de Saneamento Ambiental" promovido pela Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), requerido pelo Deputado Zezéu Ribeiro, que, no último dia 08 de julho, contou com a participação de representantes dos ministérios das Cidades, da Saúde, do Meio Ambiente e da Integração Nacional.
Ainda estiveram presentes membros da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais, da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento, da Frente Nacional de Saneamento Ambiental, do Fórum Nacional de Reforma Urbana e da Associação Nacional dos Fornecedores de Materiais de Saneamento.
A Política Nacional de Saneamento Ambiental cobrirá uma lacuna de décadas para o setor e envolverá uma articulação entre a União, estados e municípios, além de empreendedores privados e de representantes dos setores organizados da sociedade civil que tratam do assunto, na busca efetiva da universalização dos serviços para toda a população brasileira.
Para o Secretário Nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, Abelardo Oliveira, este anteprojeto atende às principais reivindicações do setor. " O anteprojeto terá um papel fundamental em ordenar as ações dos entes federados (União, estados e municípios) na formulação de uma política e no desenvolvimento de ações que visem atender toda a população brasileira com serviços de água, coleta, tratamento de esgotos sanitários e acompanhamento da destinação final de resíduos",observou.

Ministro Olívio Dutra destaca importância do saneamento para infra-estrutura do País

O evento, coordenado por Zezéu Ribeiro, contou também com a presença do Ministro das Cidades, Olívio Dutra. Ele destacou a importância da iniciativa do deputado, lembrando que a falta de uma política e também de investimentos no setor de saneamento levou o País a uma grave situação. A estimativa é de que serão necessários investimentos da ordem de 180 bilhões de reais nos próximos vinte anos para a reversão do déficit constatado hoje.
Segundo Dutra, ta metal só poderá ser alcançada com o somatório de esforços dos governos (federal, estaduais e municipais), dos empresários e da sociedade, o que está sendo construído pelo Governo Lula, consubstanciando-se na construção deste atual ante-projeto.
Para o deputado Zezéu Ribeiro, a proposta apresentada significa um grande avanço, uma vez que o anteprojeto parte de uma base de discussões que vêm sendo travadas ao longo dos últimos anos por toda a sociedade e, especialmente, na Comissão de Desenvolvimento Urbano, através de audiências públicas, seminários e conferências. "Já temos hoje boa massa crítica sobre o assunto, o que será de grande utilidade para a formulação de uma Lei que defina os marcos para o setor", afirmou.

Zezéu faz homenagem a Paulo Jackson em seminário

Durante o seminário que discutiu o Marco Regulatório do Saneamento no País, o deputado Zezéu Ribeiro fez uma comovida homenagem ao Deputado Estadual Baiano Paulo Jackson, falecido em maio de 2000.
Zezéu dedicou a realização do evento a Paulo Jackson pelo seu compromisso com o saneamento e sua luta permanente por liberdade e justiça. Paulo Jackson foi deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores por sete anos, de 1991 até sua morte prematura em 2000. Jackson também dirigiu o Sindicato dos Engenheiros da Bahia, foi Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto da Bahia, diretor da CUT, além de outras representações sindicais ao longo de sua militância.
Para Zezéu, Paulo foi e sempre será referência para aqueles que lutam pela melhoria das condições de vida da população brasileira.

Câmara aprova projeto que amplia direitos e garantias para mutuários

Na última quarta-feira (07/07), a Câmara dos Deputados aprovou Projeto de Lei que trata das incorporações imobiliárias. A nova Lei obrigará que cada obra tenha a sua própria contabilidade, impedindo que recursos obtidos das prestações de um condomínio venham a sanar problemas financeiros de uma imobiliária em dificuldades.
O projeto também prevê que os mutuários fiscalizem o balanço dos empreendimentos a cada três meses e fiscalizem os materiais utilizados na sua construção.
Para o deputado Zezéu Ribeiro, que participou da Comissão Especial que analisou o Projeto, também ocorrerá o barateamento dos custos de construção, já que foi criado uma espécie de SIMPLES da construção civil, que estabelece uma alíquota de 7% sobre a receita mensal recebida para a obra. Haverá também uma maior garantia para o setor financeiro, uma vez que o PL facilita as ações de retomada do imóvel em caso de inadimplência, o que reduzirá os juros dos financiamentos.
Esse projeto, segundo o Deputado, poderá contribuir para a redução do déficit habitacional brasileiro, que é da ordem de 10 milhões de moradias.
 

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